A crescente globalização da economia mundial e as privatizações que têm ocorrido na América Latina nos últimos anos são um alerta para que profissionais brasileiros e hispano-americanos de todas as áreas procurem adquirir o mais rápido possível a capacidade de comunicação em diferentes idiomas, principalmente inglês e espanhol.

Além do Mercosul, que já é uma realidade, temos ao longo de toda nossa fronteira um enorme mercado, tanto do ponto de vista comercial como cultural. Porém, esse mercado não fala o nosso idioma. Com a exceção de três pequenos enclaves não hispânicos no extremo norte do continente (a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa), todos os outros países desse mercado falam espanhol.

Mais além da América do Sul, temos a América Central e o México, onde também predomina o idioma espanhol. Se quisermos, portanto, interagir devidamente com esse gigantesco mercado, teremos que aprender a língua e cultura dos nossos vizinhos hispano-americanos em escolas de idiomas como este curso de espanhol em Brasília.

Uma das principais dificuldades que muitos brasileiros encontram em sua adaptação nos Estados Unidos ou em países Hispânicos é aprender inglês ou espanhol. A grande maioria vem com um conhecimento bastante precário da língua e tem dificuldades em se comunicar efetivamente por muito tempo. O domínio do idioma inglês ou espanhol é essencial para o sucesso do imigrante brasileiro nos Estados Unidos ou em outros países e por isso deve ser uma prioridade da lista de afazeres desses brasileiros.

“Mas para que o estudante possa ter um rendimento superior no aprendizado de outros idiomas, será preciso que ele entenda bem o idioma português, o seu idioma nativo, pois a maioria das estruturas gramaticais, verbos, substantivos, adjetivos, vocabulários de outros idiomas estão muito correlacionados entre si”, ensina uma coordenadora do curso de inglês em Manaus.

Presente, passado, futuro, pronomes eu, tu, ele, verbos amar, falar e etc. estão presentes em todos os idiomas de norte a sul, de leste a oeste. Quanto mais você dominar o idioma português, quanto mais você aprender a falar corretamente o seu idioma nativo, maiores serão as chances de você brilhar no aprendizado de outros idiomas como inglês e espanhol.

Nesse quarto artigo da série de dicas de estudo, vamos abordar um tema crucial para sua organização: a programação das tarefas e do tempo que tomarão. Se você chegou agora, esta é a lista de posts já publicados:

  1. Você, a aula e o professor
  2. Preparando-se para a aula
  3. Organizando suas anotações
  4. Programando tarefas

Tenha total controle sobre seu tempo e suas tarefas

Durante a primeira ou segunda semana de aulas, você deve preparar uma espécie de linha do tempo para o período (bimestre, semestre, etc).

Escreva cada tarefa que for requisitada nessa linha do tempo (claro, uma agenda faz o mesmo trabalho, se você preferir) e tente prever o tempo que você levará para realizá-la. Assim você saberá se em um determinado fim de semana você precisaria de 70 horas para fazer os trabalhos para entregar na segunda-feira e pode fazer alguma coisa antes da última hora.

Não se esqueça da outra parte: a vida

É engraçado, mas muitas vezes estamos tão focados nos estudos que esquecemos do resto da vida. Para ficar organizado, marque em sua linha do tempo aquelas tarefas de lazer para as quais você sempre deverá reservar um tempo.

Além disso, também marque aquelas horas para relaxar. Se você sai com a família todo domingo, encontra seus amigos na praia aos sábados à tarde e vai para o cinema no sábado à noite, então você saberá que não terá tempo de fazer aquele trabalho monstruoso a não ser que comece agora.

Esteja pronto para o inesperado

Você pode achar que tem muito tempo para fazer tudo que precisa e que você pode, sem problemas, deixar tudo de lado por mais duas semanas. Mas é aí que você terá a chance de dar um workshop de música com seu professor favorito, ou quando sua vizinha vai oferecer uma grana extra para cuidar do filho dela, ou quando um milhão de coisas inesperadas podem acontecer. Esteja preparado!

Muitos estudantes de português guiam seus estudos com cursinhos, aulas particulares e, mais recentemente, a internet. Dificilmente algum deles aventura-se a folhear aquele livro grosso e temido chamado gramática — o livro da língua por essência.

Os mais aplicados até tentam alguma coisa na biblioteca da cidade, dão uma olhada como quem estivesse folheando o jornal, mas acabam por desistir. Por que será?

Uma das respostas possíveis talvez seja o fato dele ter escolhido a gramática errada. Isso mesmo, existem tipos diferentes de gramática, e um deles é particularmente perigoso: as gramáticas normativas.

Como o nome já diz, as gramáticas normativas prescrevem normas, regras, dogmas, leis que não podem ser infringidas de nenhuma forma. É isso que assusta o estudante, que como sabemos, odeia decorar regras muitas vezes sem sentido.

O oposto das gramáticas normativas é chamado de gramática descritiva. Elas descrevem a língua e dão um certo espaço para possíveis variações baseadas no uso que é feito do português (ou de qualquer outra língua). Ao contrário das anteriores, elas não mordem, e um bom estudante terá grandes benefícios se puder consultar uma gramática quando surgirem dúvidas quanto à língua.

Como saber quando uma gramática é normativa e quando é descritiva? Bem, essa não é uma tarefa muito fácil para um leigo. Para facilitar, separei três gramáticas descritivas que são altamente indicadas para quem desejar se aprofundar nos estudos do português.

Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra


Nova Gramática do Português Contemporâneo

É essa a gramática que tenho em casa. Junto com a próxima, do prof. Bechara, provavelmente formam o que há de melhor publicado na área hoje em dia. A descrição da editora:

Ao incorporar ao estudo da gramática o relato do processo de formação e difusão do nosso idioma, espera-se propiciar, além da compreensão da estrutura, da funcionalidade e do uso, a percepção de seu papel no contexto linguístico universal e de como o processo histórico influenciou seus aspectos internos.
Num mundo cada vez mais partilhado e em interação, a visão histórica da Língua Portuguesa – hoje a língua oficial de cerca de 200 milhões de pessoas em oito países – é fundamental para compreender sua atual importância geopolítica, social e cultural.

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Moderna Gramática Portuguesa, de Evanildo Bechara


Moderna Gramática Portuguesa

Essa gramática é praticamente complementar à de Cunha e Cintra. Evanildo Bechara é um dos maiores especialistas da língua portuguesa na atualidade.

Com a evolução dos estudos linguísticos e das pesquisas em língua portuguesa, há muito não saía uma gramática completa que pudesse dar conta deste progresso. Esta lacuna é agora preenchida pela edição atualizada e revista da Moderna Gramática Portuguesa do Prof. Evanildo Bechara, eminente estudioso e pesquisador de nosso idioma. Mais que um livro de referência para especialistas, esta obra, revista e ampliada, oferece ao leitor o extraordinário universo que é a língua portuguesa em suas múltiplas manifestações e reúne a maior coletânea de assuntos gramaticais até agora estudados. Como nos afirma o autor: “Dificilmente haverá seção da Moderna Gramática Portuguesa que não tenha passado por uma consciente atualização e enriquecimento: atualização no plano teórico da descrição do idioma, e enriquecimento por trazer à discussão e à orientação normativa a maior soma possível de fatos gramaticais levantados pelos melhores estudiosos da língua portuguesa, dentro e fora do país”.

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Moderna Gramática Brasileira, de Celso Pedro Luft


Moderna Gramática Brasileira

Eu já estudei muito através dessa gramática. Apesar de não ser tão completa quanto as outras (tem quase 300 páginas), ela apresenta muitas informações adicionais, fazendo jus ao título de “moderna”, pois aborda muitas das últimas teorias linguísticas. Eu acho particularmente interessante a parte que estuda o período composto.

Descrição da editora:

As novidades do relançamento são: o alfabeto fonético conforme as regras das últimas convenções internacionais; as citações padronizadas e o box “Sabendo um pouco mais”, com bibliografia complementar sobre o tema abordado. Com quatro subdivisões (sintaxe, morfologia, fonologia e ortografia), a reedição apresenta o português falado no Brasil de acordo com o que se pensa em linguística segundo as teorias modernas como o transformacionalismo de Noam Chomsky, para a sintaxe, as estruturalistas, para a morfologia, e os ensinamentos do funcionalista Nikolai Sergeevich Trubetzkoy quanto à fonologia.

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Nesse terceiro artigo da série de dicas de estudo, vamos falar um pouco sobre como organizar suas anotações e aproveitar essa organização para melhorar seus estudos. Se você chegou agora, esta é a lista de posts já publicados:

  1. Você, a aula e o professor
  2. Preparando-se para a aula
  3. Organizando suas anotações
  4. Programando tarefas

Tome cuidado com suas anotações

Anotações bem organizadas, em ordem (de data, geralmente) e completas serão de grande ajuda quando chegar a hora de estudar para as provas.

Coloque a data de cada aula

Além de ajudar na hora de estudar, ter uma ordem cronológica é útil caso você perder alguma aula, pois você saberá exatamente qual a matéria faltante.

Escreva apenas em um lado da página

Imagine que depois de fazer anotações sobre vários tópicos, você descobre algo interessante sobre um deles que deve ser anotado. Se você usou uma ordem linear, utilizando ambos os lados da página com todos os assuntos, um depois do outro, você não terá espaço para fazer a nova anotação aí no meio. Ela acabará separada em outra folha.

Se, ao invés disso, você usar uma página por tópico/assunto, sempre haverá um espaço para novas informações.

Deixe uma margem larga

Ao escrever, deixe um espaço lateral de uns 4cm para que você possa fazer observações posteriores: acrescentar títulos ou subtítulos; colocar títulos de livros recomendados; recados para você mesmo do tipo “Perguntar ao professor”, “Por quê?”, “Quando?”, “Ler o texto da aula passada”, etc.

Use cores nas anotações da margem

Vermelho para aquilo que você precisa rever, azul para títulos e subtítulos, preto para referências ou outras coisas que você preferir. Caso você não tenha canetas coloridas, mude o jeito de escrever cada tipo de informação. Use MAIÚSCULAS, sublinhados, circule ou faça um quadrado ao redor do texto. O segredo é experimentar até descobrir um jeito que funcione para você.

Nesse segundo artigo da série de dicas de estudo, vamos falar um pouco sobre como preparar-se para a aula e tirar maior proveito dela. Se você chegou agora, esta é a lista de posts já publicados:

  1. Você, a aula e o professor
  2. Preparando-se para a aula
  3. Organizando suas anotações
  4. Programando tarefas

Saiba mais sobre a matéria, antes da aula

Todo bom professor informa seus alunos sobre a matéria da próxima aula, ou pelo menos distribui um cronograma geral no primeiro encontro. Use essa informação para ler alguma coisa sobre a matéria antes que ela seja dada.Não é necessário tornar-se um expert, basta fazer uma pesquisa básica na internet e anotar algumas poucas linhas — isso é o suficiente para que você vá para a aula já sabendo do que se trata o assunto.

Qual a função disso? Se você já estiver familiarizado com alguns termos, conceitos, etc, fica muito mais fácil de seguir a explicação do professor. Isso também lhe dá uma idéia de quais tópicos são mais difíceis, assim você pode prestar ainda mais atenção nesses pontos e fazer perguntas.

Sempre tenha todo o material necessário para a aula

Textos, cadernos, calculadora, kit de réguas, lápis de cor e desenho, instrumento musical… seja o que for que você precise, mas leve com você. Além de ser chato pedir coisas emprestadas, você corre o risco de perder alguma parte importante da aula (ao ter que compartilhar ou devolver o material emprestado). Além disso, você ainda perde tempo procurando pelo empréstimo, e o professor verá que você não é um estudante muito organizado.

Já ganhou seu livro?

Você já teve dúvidas na hora de escrever? Então essa é uma grande oportunidade de resolvê-las!

Veja o que você vai aprender com o livro Como Escrever com Clareza:

  • Conhecer seu leitor e criar um texto que atenda suas necessidades
  • Escolher as palavras certas para causar o efeito desejado
  • Estruturar seu texto para prender o leitor do início ao fim
Não, obrigado. Nunca cometo erros de escrita.

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